Publicado por VocêRH – escrito por Izabel Duva Rapoport
Quase 25% dos profissionais inseridos no mercado de trabalho formal são mulheres pretas e pardas. Ainda assim, elas encontram uma série de obstáculos para prosperar no mundo corporativo. É o que conclui um estudo da Diversitera, que expõe assimetrias entre as condições de trabalho da população negra e da população branca.
A renda média dos profissionais negros é 43% menor do que a renda dos brancos. A discrepância é ainda maior quando analisamos especificamente a remuneração das mulheres: as negras recebem, em média, 63% menos do que as brancas.
De acordo com o relatório, os números evidenciam uma discriminação sistêmica: mesmo ocupando funções iguais ou mais elevadas na pirâmide hierárquica das empresas, as mulheres pretas e pardas continuam desvalorizadas.
“Observar renda e remuneração é um ótimo caminho para compreender o que é o racismo estrutural e como ele opera no Brasil”, afirma Tamiris Hilário, especialista em questões étnico-raciais da Diversitera. “[O racismo está menos relacionado a] episódios individuais e cotidianos de preconceito, e mais [àquilo] que impactou e ainda impacta gerações de determinado grupo étnico-racial.”
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